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	<title>CINEMORFOSE</title>
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	<description>Uma metamorfose ininterrupta, contemplada pelo prisma de diversos quadros por segundo.</description>
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		<title>CINEMORFOSE</title>
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		<title>Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 19:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Carlomagno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma ótima obra em refilmagem na forma de um grande erro Os Homens que Não Amavam as Mulheres de 2009 é cinema sueco baseado em uma obra literária da mesma nacionalidade. A beleza da arte – em geral, não apenas cinema – é o seu poder de metamorfose: dentro da história cinematográfica, nacionalidades literárias já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2646&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><em>Uma ótima obra em refilmagem na forma de um grande erro</em></strong></p>
<p><a href="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/millennium-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2647" title="Millennium.1" src="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/millennium-1.jpg?w=468&#038;h=199" alt="" width="468" height="199" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Os Homens que Não Amavam as Mulheres</strong> de 2009 é cinema sueco baseado em uma obra literária da mesma nacionalidade. A beleza da arte – em geral, não apenas cinema – é o seu poder de metamorfose: dentro da história cinematográfica, nacionalidades literárias já se misturaram com diferentes nacionalidades cinemáticas e conceberam proles que dispensam a ciência de suas origens.</p>
<p style="text-align:justify;">Em suma, refilmagens existem há tempos. É ao mínimo curioso ver um mesmo universo sob outra ótica. Dito isso, <strong>Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres</strong> de 2011, a versão americana comandada por David Fincher, não é acometido pelo fato de ser uma releitura, mas porque seus realizadores fizeram péssimas escolhas no processo de transposição.</p>
<p style="text-align:justify;">Na trama, Mikael Blomkvist é um jornalista de uma famosa publicação (a Millennium do título) que é obrigado a se afastar da profissão após publicar uma importante matéria sem checar a veracidade dos dados. Mal absorve o impacto das consequências, ele recebe a proposta de investigar um assassinato que ocorreu há 40 anos dentro de uma família, e cujo suspeito é um dos familiares. Paralelamente, temos Lisbeth Salander, uma hacker problemática e com passado misterioso que cruza o caminho de Blomkvist, passando a ajudá-lo na investigação.</p>
<p style="text-align:justify;">O embrião de ambos os filmes é esse. No entanto, talvez por alguma vontade de justificar a refilmagem, o roteirista Steven Zaillian altera eventos que à primeira vista são dispensáveis, mas que na verdade geram conseqüências importantíssimas para a narrativa e, principalmente, seus personagens.</p>
<p style="text-align:justify;">No original, Blomkvist, além de se demonstrar um competente profissional frustrado com sua negligência, é sentenciado a cumprir três meses de detenção, o que acontecerá dentro de seis meses. É deste tempo entre o julgamento e o encarceramento que Blomkvist dispõe para concluir as investigações acerca do assassinato. E é justamente este prazo que a cada dia se mostra mais asfixiante conforme ele descobre mais pistas que faz com que ele busque a ajuda de Lisbeth. Ele, um jornalista sem credibilidade, com um caso intrigante em uma das mãos, mas sem tempo hábil para concluí-lo (levando em consideração o frágil estado de saúde da pessoa que o requisitou), se vê obrigado a enxergar o enorme talento da moça que invadiu seu computador e sua privacidade e estender a outra mão em busca de ajuda.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesta versão americana, porém, Blomkvist perde sua credibilidade, mostra-se abatido, mas não é sentenciado à prisão. Logo, quando requisita a ajuda de alguém (que até este momento ele não sabe que será Salander), o pedido soa oco, desnecessário e ilógico – e piora por sabermos que ele próprio é um excelente investigador. Ou seja, se não há um prazo para a conclusão da investigação (apesar de sua natureza urgente, o que é diferente), se o protagonista demonstra-se completamente apto ao serviço, se ele está sendo muito bem pago por uma família milionária, ainda mais que ele precisa de dinheiro, por que a ajuda de Salander? O encontro dos dois, que até então traçavam caminhos distintos, em narrativas distintas, aparece fragilizado, falso, e não melhora quando diz respeito aos laços que eles criam.</p>
<p style="text-align:justify;">Dona de um temperamento extremamente difícil, Salander é uma garota que vive sob a tutela do estado. Isolada de um mundo que uma vez deve ter atacado-a e parece ainda agredi-la, sua homossexualidade é claramente um sistema de defesa (por razões que não convém expor aqui para não entregar informações importantes do filme). Claramente porque, muitas semanas depois de ser obrigada a experimentar a relação com um homem (em condições que, mais uma vez, não convém expor), ela aprofunda seu relacionamento com Blomkvist. Contudo, enquanto no original isso surgia de forma explicitamente catártica, como se para reencontrar uma sensação perdida, aqui eles dormem juntos e dividem cigarro na cama. Uma dissonância gritante e que não condiz em nada com a personalidade da personagem.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesta versão, Blomkvist e Salander formam um casal. No original, eles procuram em vão um relacionamento que é impossível devido suas próprias personalidades – primordialmente a de Salander (o foco é ela, não é à toa que o título original é <strong>A Garota com a Tatuagem de Dragão</strong>). Fora que há tentativas pífias de acrescentar mais camadas à dupla de protagonistas. Ela, com toda a infelicidade que impregna a sua vida, adora comer (sic) Mc Lanche Feliz, uma maneira constrangedora de o roteirista demonstrar a sua infância perdida. E quanto a ele, há as discussões com sua filha beata que não saem do óbvio, do embate amoroso entre um pai descrente e sua prole que vai se dedicar à religião, o que não acrescenta absolutamente nada – e pior fica quando sabemos que sua filha existe na história unicamente para desvendar uma pista que envolve aspectos religiosos, já que depois disso ela é totalmente descartada.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto ao comando de Fincher, basta dizer que ele dá mais peso a esta versão, peso este atrelado à trilha sombria criada por Trent Reznor, aqui em parceria com Atticus Ross, e à fotografia carregada de Jeff Cronemweth, que trabalhou com o cineasta em <strong>Clube da Luta</strong> (1999) e tantos outros filmes. A concepção de cena do diretor é bem elegante, mas com nenhum grande destaque. Sequer é superior ao trabalho feito por Niels Arden Oplev em 2009, com exceção de dois singelos toques bem dados: a sequência do jantar na casa de vidro, quando ouvimos o que parece ser o vento e só bem depois sabemos o que realmente era, e a execução da música Orinoco Flow, da Enya, que ouvimos em um momento nada propício, culminando em um humor negro bem refinado. Mas são momentos microscópicos perto de 158 minutos de projeção.</p>
<p style="text-align:justify;">Fincher ameniza momentos-chaves, como a grande revelação no final. Ele parece dizer que aquilo não importa, pois o assassinato em si é apenas o pano de fundo para celebrarmos o encontro de dois personagens. Não é assim. Pelo contrário: aqui, a investigação é muito mais interessante que os dois, infelizmente, o que acaba por transformar o longa em uma experiência frustrante. E <strong>Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres</strong> soa até mesmo complacente, já que ele apazigua aspectos anteriormente subversivos.</p>
<p style="text-align:justify;">No final das contas, é apenas outra visão sobre um mesmo universo e personagens. Piorada, mas é.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>The Girl with the Dragon Tattoo</em> &#8211; David Fincher &#8211; 2011 &#8211; 158 min. &#8211; <span style="color:#0000ff;"><strong>2/5</strong></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cinemorfose.wordpress.com/2646/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cinemorfose.wordpress.com/2646/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cinemorfose.wordpress.com/2646/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cinemorfose.wordpress.com/2646/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cinemorfose.wordpress.com/2646/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cinemorfose.wordpress.com/2646/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cinemorfose.wordpress.com/2646/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cinemorfose.wordpress.com/2646/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cinemorfose.wordpress.com/2646/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cinemorfose.wordpress.com/2646/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cinemorfose.wordpress.com/2646/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cinemorfose.wordpress.com/2646/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cinemorfose.wordpress.com/2646/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cinemorfose.wordpress.com/2646/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2646&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>2 Coelhos</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 02:24:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Carlomagno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Para contratar Afonso Poyart, assista ao filme Há algo que simplesmente surte um efeito extasiante em nós quando temos o primeiro contato com aquele tão sonhado objeto &#8211; seja a criança com o brinquedo, o adolescente e seu primeiro carro ou o homem de terceira idade e a casa própria. De alguma forma, mantemos esse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2642&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><em>Para contratar Afonso Poyart, assista ao filme</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/2-coelhos-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2643" title="2 Coelhos.1" src="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/2-coelhos-1.jpg?w=468&#038;h=199" alt="" width="468" height="199" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Há algo que simplesmente surte um efeito extasiante em nós quando temos o primeiro contato com aquele tão sonhado objeto &#8211; seja a criança com o brinquedo, o adolescente e seu primeiro carro ou o homem de terceira idade e a casa própria. De alguma forma, mantemos esse encantamento tão pueril por toda a vida. E é o caso de Afonso Poyart e seu <strong>2 Coelhos</strong>, ou o curta-metragista com o seu primeiro longa-metragem.</p>
<p style="text-align:justify;">Poyart agarra seu filme como uma grande massa e o molda de inúmeras maneiras. Parece que não há forma de seu agrado que ele tenha deixado de gerar &#8211; de vários slow motions até transposição de imagens diversas, passando por montagens e grafismos de todas as estirpes. Poyart é um criançola que se deixa levar pelo seu primeiro brinquedo caro, ao custo de uma moeda com duas caras.</p>
<p style="text-align:justify;">De um lado da moeda, atrapalha. É excessiva a sua brincadeira. Falar que essa linguagem epiléptica é condizente com o público jovem não é de todo coerente &#8211; veja exemplos como <a href="http://wp.me/pI1vr-bW"><strong>Homem de Ferro</strong></a> ou <a href="http://wp.me/pI1vr-hU"><strong>Tropa de Elite</strong></a>, sucessos absolutos entre os adolescentes. Com <strong>2 Coelhos</strong>, parece que a população juvenil sofre de ansiedade hiperbólica. Fora que acaba atrapalhando a narrativa.</p>
<p style="text-align:justify;">Personagens secundários ganham uma importância maior do que realmente têm, caso de Sophia, que surge em meio a uma explosão de letreiros mas nada mais é do que um objeto de ação, uma ferramenta para dar andamento à história. E ilustrar todo e qualquer devaneio do protagonista também não ajuda, tampouco inserir sequências de estética engraçadinhas por bel prazer (como para demonstrar Maicon dando um tiro) corrobora com o filme.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, há o outro lado. Nele, é interessante ver quão longe Poyart consegue ir &#8211; e o público brasileiro avesso a filmes nacionais deve ficar curioso para saber até onde vai esse caminho. Independente disso, e mesmo confuso em alguns momentos, a agilidade abundante de <strong>2 Coelhos</strong> consegue nos prender, mas beneficiada enormemente pelo roteiro e elenco.</p>
<p style="text-align:justify;">A primeira metade da trama, quando apresenta o protagonista Edgar e os problemas que o cercam, é ligeiramente desconexa. O espectador precisa fazer certo esforço para compreender o que acontece &#8211; e tal esforço para um filme que se pretende despojado pode ser frustrante. Já a segunda metade, quando Poyart corre para a resolução, ele se demonstra dar uma atenção maior à história e seus personagens. É onde o filme cresce e ganha um ritmo delicioso.</p>
<p style="text-align:justify;">Com coadjuvantes interessantes (o moto-boy que assalta usando disfarces de &#8220;pizzarias&#8221;) que propagam seus diálogos com uma naturalidade divertidíssima (reparem como o bandido reclama ao ter que buscar a espada que ficou no carro), <strong>2 Coelhos</strong> encontra seu trio de atores principais o grande trunfo: Fernando Alves Pinto como Edgar, Alessandra Negrini, Julia e Marat Descartes, Maicon. E mesmo que o desfecho de seus personagens não seja dos mais originais, é justamente suas atuações que o tornam cativante ao ponto de querermos saber seus destinos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em suma, <strong>2 Coelhos</strong> acaba saindo mais como um portfólio de Poyart. É uma ótima demonstração do que ele pode fazer, agora nos resta esperar para ver o que ele fará em um trabalho de verdade.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>2 Coelhos</em> &#8211; Afonso Poyart – 2011 – 108 min. – <span style="color:#0000ff;"><strong>3/5</strong></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cinemorfose.wordpress.com/2642/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cinemorfose.wordpress.com/2642/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cinemorfose.wordpress.com/2642/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cinemorfose.wordpress.com/2642/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cinemorfose.wordpress.com/2642/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cinemorfose.wordpress.com/2642/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cinemorfose.wordpress.com/2642/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cinemorfose.wordpress.com/2642/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cinemorfose.wordpress.com/2642/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cinemorfose.wordpress.com/2642/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cinemorfose.wordpress.com/2642/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cinemorfose.wordpress.com/2642/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cinemorfose.wordpress.com/2642/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cinemorfose.wordpress.com/2642/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2642&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os 15 melhores perdedores da história do Oscar!</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 09:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Carlomagno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Difícil traçar um panorama sobre as indicações do Oscar 2012. A maioria dos filmes indicados ainda não passou por aqui &#8211; dos nove, sete. E dos que passaram, A Árvore da Vida definitivamente deve sair vitorioso. Deve, mas não vai. Filmes do Terrence Malick são penduricalhos de luxo que a Academia sempre faz questão de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2637&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/oscar-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2638" title="Oscar.1" src="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/oscar-1.jpg?w=468&#038;h=199" alt="" width="468" height="199" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Difícil traçar um panorama sobre as indicações do Oscar 2012. A maioria dos filmes indicados ainda não passou por aqui &#8211; dos nove, sete. E dos que passaram, A Árvore da Vida definitivamente deve sair vitorioso. Deve, mas não vai. Filmes do Terrence Malick são penduricalhos de luxo que a Academia sempre faz questão de exibir.</p>
<p style="text-align:justify;">De resto, nenhuma grande surpresa. Tudo como já imaginávamos e como realmente está sendo. Surpresa mesmo, agora, só no dia da cerimônia, que acontecerá no dia 26 de fevereiro.</p>
<p style="text-align:justify;">A seguir, uma lista de 15 anos nos quais a Academia premiou o filme errado. Obras infinitamente melhores que deveriam ter saídas campeãs, mas&#8230; Enfim, a Academia é assim de vez em quando. E logo depois, a lista com os indicados para o Oscar 2012.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1942</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> Como Era Verde Meu Vale &#8211; John Ford</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> Cidadão Kane &#8211; Orson Wells</p>
<p style="text-align:justify;">O filme de John Ford soa datado hoje, excessivamente meloso &#8211; como são alguns de seus trabalhos -, apesar de muito bom. Já o de Orson Wells continua extremamente moderno. Uma visão pungente e impiedosa sobre o poder e a força que ele exerce sobre o ser humano. Uma obra inigualável que justifica figurar em algumas listas como o melhor filme de todos os tempos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1951</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> A Malvada &#8211; Joseph L. Mankiewicz</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> Crepúsculo dos Deuses &#8211; Billy Wilder</p>
<p style="text-align:justify;">Ambos os filmes são clássicos. Na verdade, ambos trabalham a mesma ideia de que a indústria do entretenimento é uma predadora insaciável. No entanto, enquanto A Malvada tem um leque de diálogos inesquecíveis, Crepúsculo dos Deuses é inesquecível por completo: diálogos, sequências, o clima noir, o roteiro, a visão sufocante e ácida de Hollywood, o humor negro e, claro, a direção incomparável de Billy Wilder. Em suma, A Malvada tira um sarro da indústria e Crepúsculo dos Deuses gargalha, cospe e enfia a mão na cara dela.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1952</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Vencedor:</em> Sinfonia de Paris &#8211; Arthur Freed</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> Uma Rua Chamada Pecado &#8211; Ellia Kazan</p>
<p style="text-align:justify;">Gene Kelly é sempre muito divertido, assim como é Sinfonia de Paris. Mas Uma Rua Chamada Pecado é um divisor de águas sexual no cinema. Nunca antes um filme havia criado uma tensão erótica tão forte e explícita. Filme inesquecível.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1972</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Vencedor:</em> Operação França &#8211; William Friedkin</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> A Última Sessão de Cinema &#8211; Peter Bogdanovich; Laranja Mecânica &#8211; Stanley Kubrick</p>
<p style="text-align:justify;">A forma documental como Friedkin abordou a história era inédita até então. No entanto, Operação França não passa de um puta filme de ação, enquanto A Última Sessão de Cinema é um trabalho avassalador sobre a esperança e a melancolia que nela pode existir. Fora que Laranja Mecânica foi o atestado de que a vida imita a arte: com seu lançamento, muitas gangues começaram a surgir.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1974</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Vencedor:</em> Golpe de Mestre &#8211; George Roy Hill</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> Loucuras de Verão &#8211; George Lucas; O Exorcista &#8211; William Friedkin</p>
<p style="text-align:justify;">A verdade é que Golpe de Mestre é legal. Só. Sua trilha é mais conhecida que o próprio filme. Já Loucuras de Verão é uma verdadeira pérola: uma narrativa espetacular, com diversos personagens e acontecimentos distintos que se desencontram, fora que foi um avanço técnico tremendo para a época: ele foi filmado todo em locação, na rua, então a fotografia e edição de som tiveram que ser especificamente criadas para ele. Além do mais, é um filme sobre a nostalgia que funciona de forma atemporal. E tem O Exorcista, um terror psicológico ímpar que definiu para sempre o conceito de filme sobre exorcismos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1975</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> O Poderoso Chefão II &#8211; Francis Ford Coppola</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> A Conversação &#8211; Francis Ford Coppola</p>
<p style="text-align:justify;">Tudo bem, O Poderoso Chefão II merecia. Mas o primeiro já havia ganhado, e A Conversação é uma verdadeira obra-prima. Um documento que revela de que forma a paranóia pode atingir um indivíduo comum. Filme excepcional e, infelizmente, esquecido pelo tempo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1977</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> Rocky, um Lutador &#8211; John G. Avildsen</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> Taxi Driver &#8211; Martin Scorsese; Rede de Intrigas &#8211; Sidney Lumet; Todos os Homens do Presidente &#8211; Alan J. Pakula</p>
<p style="text-align:justify;">É um filme delicioso. Algo mais? Não, Rocky, um Lutador para por aí. Já Taxi Driver, Rede de Intrigas e Todos os Homens do Presidente são obras-primas, trabalhos atemporais. O do Scorsese mostra de forma soberba um indivíduo consumido pela sociedade, o do Lumet, um repórter de uma emissora sem-vergonha virar estrela nacional com a sua morte, e o do Pakula, um importante homem do poder ser desnudado por dois jornalistas. Filmes únicos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1980</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> Kramer vs. Kramer &#8211; Robert Benton</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> Apocalypse Now &#8211; Francis Ford Coppola</p>
<p style="text-align:justify;">Confesso: gosto de chorar com Kramer vs. Kramer de vez em quando. O filme é praticamente uma novela de duas horas. E o que dizer de Apocalypse Now? Bem, o próprio Coppola já disse: “Meu filme não é sobre o Vietnam, ele é o Vietnam”. Caso encerrado.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1995</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> Forrest Gump, o Contador de Histórias &#8211; Robert Zemeckis</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> Pulp Fiction &#8211; Quentin Tarantino</p>
<p style="text-align:justify;">Tenho o filme do Zemeckis e o defendo com unhas e dentes: não é sobre um retardado que consegue tudo na vida. É uma fábula que brinca com a realidade para contar uma divertida história. É lírico, Forrest Gump. Já Pulp Fiction trouxe de volta aspectos dos anos 70; ele trouxe de volta aos holofotes o cinema independente, agora feito por pessoas independentes, sem formação acadêmica. É uma obra-prima em todos os aspectos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1998</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> Titanic &#8211; James Cameron</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> Los Angeles &#8211; Cidade Proibida &#8211; Curtis Hanson</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos maiores engodos, a obra de James Cameron. Um Avatar sem 3D. E Los Angeles – Cidade Proibida é uma excelente adaptação da obra de James Elroy. Um noir bruto, com personagens dúbios e trama instigante, como deve ser. É a volta, em grande forma, de um determinado tipo de filme que há muito estava esquecido.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2001</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> Gladiador &#8211; Ridley Scott</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> O Tigre e o Dragão &#8211; Ang Lee</p>
<p style="text-align:justify;">O filme de Ridley Scott é um ótimo dramalhão, mas o de Ang Lee, além de ser um drama sensível com sequências de luta inacreditáveis, foi responsável por apresentar a Hollywood o o famoso e milenar gênero Wuxia. Depois de O Tigre e o Dragão, todos os personagens nos filmes americanos de ação davam grandes saltos, como se voassem.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2002</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> Uma mente Brilhante &#8211; Ron Howard</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> todos os outros: Assassinato em Gosford Park &#8211; Robert Altman; Entre Quatro Paredes &#8211; Todd Field; O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel &#8211; Peter Jackson; Moulin Rouge &#8211; Amor em Vermelho &#8211; Baz Luhrmann</p>
<p style="text-align:justify;">Russel Crowe interpretando ele mesmo num filme da mesma estirpe: um retardado. Qualquer outro indicado é infinitamente superior: o de Altman é um suspense hierárquico executado com seu habitual charme, o de Field é um drama avassalador sobre as consequências da perda, o de Jackson inaugurou uma nova era nos filmes medievais e o de Luhrmann é um verdadeiro estupro visual, estético e narrativo dos musicais.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2003</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> Chicago &#8211; Rob Marshall</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> O Pianista &#8211; Roman Polanski</p>
<p style="text-align:justify;">O musical que deveria ter ganhado estava no ano passado: Moulin Rouge. A obra de Polanski é uma visão em dois escopos da Segunda Guerra Mundial: a do pianista do título, como ele sobrevive sozinho, e a do próprio Polanski, ele mesmo um sobrevivente. Um filme de gelar a espinha.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2005</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> Menina de Ouro &#8211; Clint Eastwood</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> O Aviador &#8211; Martin Scorsese</p>
<p style="text-align:justify;">A bobagem melodramática de Eastwood tirou a última verdadeira chance de Scorsese levar o Oscar. A história extremamente convencional e irrelevante de superação não deixou a visão de um gigante do cinema sobre um gigante de várias facetas sair vitorioso. O Aviador é muito mais filme em todo e qualquer aspecto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2006</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem venceu:</em> Crash &#8211; No Limite &#8211; Paul Haggis</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quem merecia:</em> O Segredo de Brokeback Mountain &#8211; Ang Lee</p>
<p style="text-align:justify;">Crash – No Limite é um ótimo filme. Mas, além de O Segredo de Brokeback Mountain ser um romance destruidor, daqueles que você pode chorar sem culpa, ele foi executado de forma muito mais verdadeira, humana. Quem não derramar uma lágrima sequer no final deve procurar um psiquiatra. E outra: quando, até então, um filme abertamente homossexual foi indicado ao Oscar?</p>
<p style="text-align:justify;">Lista dos indicados ao Oscar 2012:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Filme </strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Árvore da Vida&#8221; (já lançado em DVD)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;&#8221;Os Descendentes&#8221; (estreia nesta sexta-feira)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Histórias Cruzadas&#8221; (estreia em 3 de fevereiro)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221; (estreia em 17 de fevereiro)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Homem Que Mudou o Jogo&#8221; (estreia em 17 de fevereiro)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Cavalo de Guerra&#8221; (em cartaz)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Artista&#8221; (estreia em 10 de fevereiro)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Meia-Noite em Paris&#8221; (já lançado em DVD e Blu-ray)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Tão Forte e Tão Perto&#8221; (estreia em 2 de março)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Direção</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Woody Allen &#8211; &#8220;Meia-Noite em Paris&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Michel Hazanavicius &#8211; &#8220;O Artista&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Alexander Payne &#8211; &#8220;Os Descendentes&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Martin Scorsese &#8211; &#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Terrende Malick &#8211; &#8220;A Árvore da Vida&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Ator</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Demián Bichir &#8211; &#8220;A Better Life&#8221; (sem data de estreia)</p>
<p style="text-align:justify;">George Clooney &#8211; &#8220;Os Descendentes&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Jean Dujardin &#8211; &#8220;O Artista&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Gary Oldman &#8211; &#8220;O Espião Que Sabia Demais&#8221; (em cartaz)</p>
<p style="text-align:justify;">Brad Pitt &#8211; &#8220;O Homem Que Mudou o Jogo&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Atriz</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Glenn Close &#8211; &#8220;Albert Nobbs&#8221; (estreia em 2 de março)</p>
<p style="text-align:justify;">Viola Davis &#8211; &#8220;Histórias Cruzadas&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Rooney Mara &#8211; &#8220;Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres&#8221; (estreia nesta sexta)</p>
<p style="text-align:justify;">Meryl Streep &#8211; &#8220;A Dama de Ferro&#8221; (estreia em 10 de fevereiro)</p>
<p style="text-align:justify;">Michelle Williams &#8211; &#8220;Sete Dias com Marilyn&#8221; (estreia em 10 de fevereiro)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Ator Coadjuvante</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Christopher Plummer &#8211; &#8220;Toda Forma de Amor&#8221; (já lançado em DVD)</p>
<p style="text-align:justify;">Jonah Hill &#8211; &#8220;O Homem Que Mudou o Jogo&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Kenneth Branagh &#8211; &#8220;Sete Dias com Marilyn&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Nick Nolte &#8211; &#8220;Guerreiro&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Max von Sydow &#8211; &#8220;Tão Forte e Tão Perto&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Atriz Coadjuvante</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Berenice Bejo &#8211; &#8220;O Artista&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Jessica Chastain &#8211; &#8220;Histórias Cruzadas&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Melissa McCarthy &#8211; &#8220;Missão Madrinha de Casamento&#8221; (já lançado em DVD)</p>
<p style="text-align:justify;">Janet McTeer &#8211; &#8220;Albert Nobbs&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Octavia Spencer &#8211; &#8220;Histórias Cruzadas&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Roteiro original</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Artista&#8221; &#8211; Michel Hazanavicius</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Missão Madrinha de Casamento&#8221; &#8211; Kristen Wiig, Annie Mumolo</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Margin Call &#8211; O Dia Antes do Fim&#8221; &#8211; J.C. Chandor (já lançado em DVD)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Meia-Noite em Paris&#8221; &#8211; Woody Allen</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Separação&#8221; &#8211; Ashgar Farhadi</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Roteiro adaptado</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Os Descendentes&#8221; &#8211; Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221; &#8211; John Logan</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Tudo pelo Poder&#8221; &#8211; George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon (em cartaz)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Homem que Mudou o Jogo&#8221; &#8211; Steven Zaillian, Aaron Sorkin, Stan Chervin</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Espião que Sabia Demais&#8221; &#8211; Bridget O&#8217;Connor, Peter Straughan</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Animação</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Um Gato em Paris&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Chico &amp; Rita&#8221; (sem data de estreia)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Kung Fu Panda 2&#8243; (já lançado em DVD e Blu-ray)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Gato de Botas&#8221; (em cartaz)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Rango&#8221; (já lançado em DVD e Blu-ray)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Canção Original</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Man or Muppet&#8221; &#8211; &#8220;The Muppets&#8221; &#8211; Música e Letra de Bret McKenzie (em cartaz)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Real in Rio&#8221; &#8211; &#8220;Rio&#8221; &#8211; Música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown e letra de Siedah Garrett (já lançado em DVD e Blu-ray)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Trilha sonora</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;As Aventuras de Tintim&#8221; &#8211; John Williams (em cartaz)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Artista&#8221; &#8211; Ludovic Bource</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221; &#8211; Howard Shore</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Espião que Sabia Demais&#8221; &#8211; Alberto Iglesias</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Cavalo de Guerra&#8221; John Williams</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Filme estrangeiro</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Bélgica &#8211; &#8220;Bullhead&#8221; &#8211; Michael R. Roskam (sem data de estreia)</p>
<p style="text-align:justify;">Canadá &#8211; &#8220;Monsieur Lazhar&#8221; &#8211; Philippe Falardeau (sem data de estreia)</p>
<p style="text-align:justify;">Irã &#8211; &#8220;A Separação&#8221; &#8211; Asghar Farhadi (em cartaz)</p>
<p style="text-align:justify;">Israel &#8211; &#8220;Footnote&#8221; &#8211; Joseph Cedar (sem data de estreia)</p>
<p style="text-align:justify;">Polônia &#8211; &#8220;In Darkness&#8221; &#8211; Agnieszka Holland (sem data de estreia)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Efeitos visuais</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 &#8221; (já lançado em DVD e Blu-ray)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Gigantes de Aço&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Planeta dos Macacos: A Origem&#8221; (já lançado em DVD e Blu-ray)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Transformers: O Lado Oculto da Lua&#8221; (já lançado em DVD e Blu-ray)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Edição de som</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Drive&#8221; (estreia em 24 de fevereiro)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Transformers: O Lado Oculto da Lua&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Cavalo de Guerra&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Mixagem de som</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Homem Que Mudou o Jogo&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Transformers: O Lado Oculto da Lua&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Cavalo de Guerra&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Direção de arte</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Artista&#8221; &#8211; Laurence Bennett, Robert Gould</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Harry Potter e as Relíquias da Morte &#8211; Parte 2&#8243; &#8211; Stuart Craig, Stephenie McMillan</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221; &#8211; Dante Ferretti, Francesca Lo Schiavo</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Meia-Noite em Paris&#8221; &#8211; Anne Seibel, Hélène Dubreuil</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Cavalo de Guerra&#8221; &#8211; Rick Carter, Lee Sandales</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Fotografia</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Artista&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Millenium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Árvore da Vida&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Cavalo de Guerra&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Figurino</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Anônimo&#8221; &#8211; (estreia em 17 de fevereiro)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Artista&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Jane Eyre&#8221; (sem data de estreia)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;W.E.&#8221; (estreia em 30 de março)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Curta metragem de animação</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Dimanche/Sunday&#8221; &#8211; Patrick Doyon</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore&#8221; &#8211; William Joyce and Brandon Oldenburg</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;La Luna&#8221; &#8211; Enrico Casarosa</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Morning Stroll&#8221; &#8211; Grant Orchard and Sue Goffe</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Wild Life&#8221; &#8211; Amanda Forbis and Wendy Tilby</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Curta metragem</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Pentecost&#8221; &#8211; Peter McDonald and Eimear O&#8217;Kane</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Raju&#8221; &#8211; Max Zähle and Stefan Gieren</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;The Shore&#8221; &#8211; Terry George and Oorlagh George</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Time Freak&#8221; &#8211; Andrew Bowler and Gigi Causey</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Tuba Atlantic&#8221; &#8211; Hallvar Witz</p>
<p style="text-align:justify;">-Maquiagem</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Albert Nobbs&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2&#8243;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Dama de Ferro&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Edição</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Artista&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Os Descendentes&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Invenção de Hugo Cabret&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Homem Que Mudou o Jogo&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Documentário longa metragem</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Hell and Back Again&#8221; (sem data de estreia)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Paradise Lost 3: Purgatory&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Pina&#8221; (estreia em 16 de março)</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Undefeated&#8221; (sem data de estreia)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>-Documentário curta metragem</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;God Is the Bigger Elvis&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Incident in New Baghdad&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Saving Face&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;The Tsunami and the Cherry Blossom&#8221;</p>
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		<title>Procurando Elly</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 01:02:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Carlomagno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O gênero nosso de cada dia O que constitui um gênero cinematográfico? Em filmes de todas as estirpes, as consequências coexistem. Nunca é apenas drama, por exemplo. Há sempre o romance no meio, fora tantos outros, ainda que seu cerne seja dramático. No caso de Procurando Elly vemos indícios de um romance despretensioso que ganha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2618&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p align="center"><strong>O gênero nosso de cada dia</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O que constitui um gênero cinematográfico? Em filmes de todas as estirpes, as consequências coexistem. Nunca é apenas drama, por exemplo. Há sempre o romance no meio, fora tantos outros, ainda que seu cerne seja dramático. No caso de <strong>Procurando Elly</strong> vemos indícios de um romance despretensioso que ganha contornos misteriosos até o momento em que a eclosão ocorre e abre espaço para rumos que transitam entre o drama e o suspense.</p>
<p style="text-align:justify;">O que o iraniano Asghar Farhadi faz nesta obra-prima é distorcer as nossas percepções. Na trama, um grupo de amigos se isola por dois dias em uma casa no litoral. Todos são casados e com filhos, exceto Ahmad (Shahab Hosseini) e Elly (Taraneh Alidoosti), que estão ali em um encontro às escuras. Após um incidente no qual uma criança quase se afoga, Elly simplesmente desaparece sem deixar vestígios.</p>
<p style="text-align:justify;">As suspeitas são muitas, os fatos são poucos. Vagarosamente as coisas parecem encontrar um norte, mas isso nunca de forma concreta. Esta é a beleza do filme: estamos lado a lado daqueles personagens, ou seja, eles conhecem Elly tanto quanto o espectador. Tudo o que temos são suas próprias observações e desconfianças sobre o evento.</p>
<p style="text-align:justify;">O que aconteceu com a moça? Por que ela sumiria do nada? Ao mesmo tempo em que ficamos atônitos, fisgando na trama toda e qualquer possibilidade de resposta, é sufocante ver aquelas pessoas enclausuradas (como voltar para a casa sem Elly?) e sofrendo com a total falta de possibilidades. A sanidade de todos está à mercê do desfalecimento tamanho o absurdo que os acomete. Eles ficam à beira de um colapso nervoso que se subverte a cada vislumbre de Elly estar ao lado.</p>
<p style="text-align:justify;">Independente de terem ou não vínculos com a moça, aquelas pessoas se importam com ela. E é justamente essa importância meio que humanitária, supérflua, de certa forma (alguns cedem ao cansaço e aceitam que ela tenha morrido), que faz o exemplar roteiro de Asghar Farhadi caminhar sobre uma espessa linha tênue entre o drama e o suspense. Afinal, nós nos envolvemos – em termos dramáticos &#8211; com aquelas pessoas, com as consequências, mas queremos muito saber qual a resolução do mistério – em termos de suspense.</p>
<p style="text-align:justify;">Executado de forma simples, sem floreios e por isso mesmo extremamente eficaz, <strong>Procurando Elly</strong> é uma verdadeira joia rara. É a atribuição de gêneros em um episódio que pode beirar o absurdo, mas passível de acontecer com qualquer um e por isso mesmo possui contornos aterradores.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Darbareye Elly</em> &#8211; Asghar Farhadi &#8211; 2009 &#8211; 119 min. &#8211; <span style="color:#0000ff;"><strong>5/5</strong></span></p>
<p><strong>E-mail:</strong> <strong><a href="mailto:alexandre.carlomagno@yahoo.com.br">alexandre.carlomagno@yahoo.com.br</a></strong></p>
<p><strong>Twitter:</strong> <strong><a href="https://twitter.com/alexyubari">@alexyubari</a></strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cinemorfose.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cinemorfose.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cinemorfose.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cinemorfose.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cinemorfose.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cinemorfose.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cinemorfose.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cinemorfose.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cinemorfose.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cinemorfose.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cinemorfose.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cinemorfose.wordpress.com/2618/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cinemorfose.wordpress.com/2618/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cinemorfose.wordpress.com/2618/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2618&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Assistindo música, ouvindo cinema</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 15:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Carlomagno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[cinema mudo]]></category>
		<category><![CDATA[e o vento levou]]></category>
		<category><![CDATA[stanley kubrick]]></category>

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		<description><![CDATA[As palavras a seguir não pretendem se transformar em um escrito definitivo sobre a relação tão apaixonada entre música e cinema. Longe, mas muito longe disso. Entenda como a reportagem de reminiscências de uma vida debruçada sobre a sétima arte &#8211; essa sim, também, uma convivência de amor. A música faz parte do cinema e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2629&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">As palavras a seguir não pretendem se transformar em um escrito definitivo sobre a relação tão apaixonada entre música e cinema. Longe, mas muito longe disso. Entenda como a reportagem de reminiscências de uma vida debruçada sobre a sétima arte &#8211; essa sim, também, uma convivência de amor.</p>
<p style="text-align:justify;">A música faz parte do cinema e vice-versa. Se você não se lembra de uma determinada cena, então vai se recordar da canção. Da mesma forma como os versos de uma canção qualquer, como, digamos, <em>You Could Be Mine</em>, do Guns’n Roses, o faz lembrar do garotinho protagonista de <strong>Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final</strong> (1991) saindo de moto com o amigo e um rádio com o som no talo encaixado no ombro.</p>
<p style="text-align:justify;">Sempre foi e será sempre assim. Ora, o cinema mudo era todo embalado por uma trilha orquestrada! Sendo assim, é coerente dizer que a sétima arte é musical por natureza – e os filmes-musicais, aqueles tão em voga na chamada Era de Ouro de Hollywood, que se sucedeu, principalmente, entre as décadas de 40 e 50, foi uma conseqüência do embrião concebido pelos irmãos Lumière.</p>
<p style="text-align:justify;">Com o passar do tempo, conforme o cinema avançava, diretores e mais personalidades que manejavam como ninguém as câmeras se empenharam em transformar a música em um personagem do próprio filme, ou ao menos encaixá-la de forma literalmente memorável. Quem não se lembra da música-tema de <strong>&#8230;E O Vento Levou! </strong>(1939)? Não mesmo? Se você viu algum episódio de Chaves, toda vez em que o professor Girafales e a dona Florinda se encontravam, então ela virá à sua cabeça. E <strong>Cantando na Chuva </strong>(1952)? Gene Kelly e seu terno ensopado fuzilando o chão de um cenário com o seu sapateado infernal, entoando os tão clássicos versos “<em>I’m singing in the rain/Just singing in the rain/What a glorious feeling&#8230;</em>”. E aí a conexão pode ser feita com <strong>Laranja Mecânica </strong>(1971), clássico absoluto (um dos) de Stanley Kubrick, na sequência em que o protagonista espanca e estupra uma moça enquanto cantarola e subverte completamente a felicidade tão pueril do seu local de origem.</p>
<p style="text-align:justify;">Há diretores como Alfred Hitchcock, por exemplo, que em <strong>Os Pássaros </strong>(1963), obra pertencente à sua mais prolífera e qualitativa fase, fez uso do som ambiente na forma de música. Ele incorpora o som de milhares de asas de pássaros ao filme para ressaltar o terror. A ausência de trilha sonora, aqui, é, na verdade, a sonoridade de uma trilha impecável: o barulho quase que ensurdecedor das aves é sufocante, causa calafrios. Como deve ser – igualmente, em um exemplo mais contemporâneo, o soberbo <strong>Onde os Fracos Não Têm Vez</strong> (2009) faz o uso certeiro do silêncio absoluto em dois pontos cruciais da trama: quando o barulho do papel de bala amassado disposto em cima de uma mesa cria a tensão e no final, o desfecho abrupto com o vácuo sonoro latejando ideias e reflexões acerca do seu cerne dramático.</p>
<p style="text-align:justify;">E em <strong>Psicose </strong>(1960), mais uma obra-prima do mestre do suspense, de forma alguma a icônica sequência do chuveiro seria a mesma coisa sem os violinos pungentes elaborados por Bernard Herrmann – então, o leitor mais atento pode se recordar de um comercial de TV em que a cena é reproduzida, e na “hora H” a mocinha não grita; era de algum remédio para a garganta ou algo do tipo. Enfim, você pode não ter visto o <strong>Psicose</strong>, pode até não ter visto a tal sequência – inclusive, parodiada inúmeras vezes, de inúmeras formas -, mas com certeza já ouviu a música. E se a ausência de voz da mocinha do comercial, num exemplo microscópico do poder do som em obras audiovisuais, se faz necessário para vender um produto, é justamente o oposto extremo, a elevação máxima do som ambiente que transforma o final do inigualável <strong>A Classe Operária Vai ao Paraíso</strong> (1971) em uma experiência sensorial inacreditável. Daquelas bem únicas, sabe?</p>
<p style="text-align:justify;">E então existem os “faixas pretas” em casar música com imagens: entre inúmeros (uma infinidade, na verdade), Martin Scorsese e Quentin Tarantino devem ser ressaltados. Como não manter uma lembrança extasiada de Robert De Niro fitando sua próxima vítima em uma cena singela e icônica, em <strong>Os Bons Companheiros </strong>(1990), ao som de <em>Sunshine Of Your Love</em>, de Eric Clapton? Aliás, no mesmo filme, também com Clapton, no caso <em>Layla</em>, há uma sequência inacreditavelmente espetacular e crucial para a trama. É de arrepiar a espinha tamanha a qualidade de concepção de cena. Impecável. E quanto ao Tarantino, entre todos os seus filmes, todos lotados de músicas e momentos memoráveis, um é indispensável &#8211; a síntese tarantinesca: a abertura de <strong>Pulp Fiction – Tempos de Violência</strong> (1994) carregada pelos acordes violentos de Dick Dale e a sua Misirlou.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, as possíveis conexões são infindáveis. Há mesmo quem escute uma música e tenta se lembrar de qual filme pertence, sendo que ela não vem do cinema, mas de outra fonte qualquer. Não é à toa que o cinema também atende pelo nome de audiovisual. A música existe e coexiste com ele, e isso mesmo quando inexiste, como no caso das aves do Hitchcock.</p>
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		<item>
		<title>Um Dia</title>
		<link>http://cinemorfose.wordpress.com/2012/01/17/um-dia/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 23:35:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Carlomagno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[anne hathaway]]></category>
		<category><![CDATA[jim sturgess]]></category>

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		<description><![CDATA[Ironicamente, um indecente olhar sobre a moral Em Educação (2009), seu filme anterior, a diretora dinamarquesa Lone Scherfig discursava sobre o possível rompimento da moralidade sob a ótica dos anos 60. Em Um Dia, ela vem novamente com a mesma análise, mas no decorrer de duas décadas: no roteiro de David Nicholls, baseado no livro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2605&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><em>Ironicamente, um indecente olhar sobre a moral</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/one-day-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2606" title="One Day.1" src="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/one-day-1.jpg?w=468&#038;h=199" alt="" width="468" height="199" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Em <a href="http://wp.me/sI1vr-educacao"><strong>Educação</strong></a> (2009), seu filme anterior, a diretora dinamarquesa Lone Scherfig discursava sobre o possível rompimento da moralidade sob a ótica dos anos 60. Em <strong>Um Dia</strong>, ela vem novamente com a mesma análise, mas no decorrer de duas décadas: no roteiro de David Nicholls, baseado no livro homônimo de sua autoria, vemos a vida de um casal de amigos a partir de 1988 até 2011, sempre no dia 15 de julho.</p>
<p style="text-align:justify;">No final dos anos 80, quando os conhecemos e eles se conhecem, Emma (Anne Hathaway) quer encontrar o seu lugar no mundo e Dexter (Jim Sturgess) quer encontrar o seu lugar a cada dia, da forma mais hedonista possível. Naquela noite, eles quase fazem sexo. Ela, uma inexperiente, ele, despojado e seguro de si. Então, quando a narrativa engata, a intenção é mostrar as divergências entre uma determinada escolha e o ponto culminante da projeção que se fez dela.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas as coisas não funcionam muito bem em <strong>Um Dia</strong>. Em determinados momentos a narrativa parece se apressar (1997 é apenas um mergulho, literalmente), em outros o tempo é correto, pois vemos praticamente um dia inteiro entre ambos, mas a passagem dos anos não se faz sentir. Sabemos que os anos estão sendo deixados para trás, mas não sentimos o reflexo dessa passagem na frente. Soa como uma trama cronologicamente linear, sem saltos, e estranhamente condensada, anacrônica – isso porque vemos basicamente Emma e Dexter na tela, sem nenhum coadjuvante de peso que não sejam os pais do rapaz.</p>
<p style="text-align:justify;">Porém, o problema real de <strong>Um Dia</strong> está na forma como a relação entre seus protagonistas é trabalhada, com um moralismo latente e retrógrado. Emma, aquela que deseja algo a mais da sua existência, faz concessões e abraça sacrifícios de modo a alcançar, com muito custo (inclusive casar com um homem que não ama, apesar de cuidar dela e ser carinhoso, ou ficar dois anos em um emprego que ela mesmo denomina de “cemitério das ambições”), seus objetivos. Dexter, “arroz de festa” que se transforma em apresentador de televisão, consegue dinheiro, fama, mulheres, mas por consequência se distancia de seus familiares e se perde em sua existência ao ponto de constituir ele mesmo uma família desestruturada.</p>
<p style="text-align:justify;">A moça inexperiente no sexo que passa por inúmeros perrengues para lançar um livro, ultrapassa diversas situações desagradáveis e, em dado momento, amadurece, evolui enquanto pessoa. O moço que apenas usufruiu o momento retrocede no tempo e transforma-se, com o passar de suas experiências, em uma pessoa imatura. De um lado está o moralismo, de outro, a libertinagem: você só consegue o que quer com esforço e abdicando de prazeres, principalmente aqueles julgados fúteis. Segundo o filme, ambos não podem andar de mãos juntas.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, quando as mãos se encontram a convivência é inviável: o caminho para a vida deve ser correto, clama <strong>Um Dia</strong>. Só assim a conquista é certa. Não é a toa que determinado personagem diz a Dexter que Emma o deixou mais decente, o que aos olhos alheios ele não era. Por isso o moralismo desfalece ao passar para o outro lado do muro. Para o filme, a libertinagem aniquila tudo e a todos a sua volta. E também não é a toa que, na imagem final, luzem se acendem sobre a moça num processo imagético de canonização. Puro moralismo barato.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>One Day</em> &#8211; Lone Scherfig – 2011 – 107 min. – <span style="color:#0000ff;"><strong>1/5</strong></span></p>
<p><strong>E-mail:</strong> <strong><a href="mailto:alexandre.carlomagno@yahoo.com.br">alexandre.carlomagno@yahoo.com.br</a></strong></p>
<p><strong>Twitter:</strong> <strong><a href="https://twitter.com/alexyubari">@alexyubari</a></strong></p>
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			<media:title type="html">One Day.1</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Globo de Ouro 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 12:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Carlomagno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano passado não teve grandes surpresas. Em comparação a 2010, A Rede Social já liderava todas as apostas meses antes de qualquer grande premiação. O que temos para 2012, referente a 2011, são figuras de praxe: George Clooney, Steven Spielberg, Martin Scorsese, David Fincher, Meryl Streep, Woody Allen e por aí vai. Longe de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2594&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/globo-de-ouro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2595" title="Globo de Ouro" src="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/globo-de-ouro.jpg?w=468&#038;h=199" alt="" width="468" height="199" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O ano passado não teve grandes surpresas. Em comparação a 2010, <a href="http://wp.me/pI1vr-l6"><strong>A Rede Social</strong> </a>já liderava todas as apostas meses antes de qualquer grande premiação. O que temos para 2012, referente a 2011, são figuras de praxe: George Clooney, Steven Spielberg, Martin Scorsese, David Fincher, Meryl Streep, Woody Allen e por aí vai. Longe de estes artistas terem concebido obras que não mereçam figurar entre os indicados, mas é o que geralmente se espera deles.</p>
<p style="text-align:justify;">Há filmes aclamados, como <strong>O Artista</strong> e <strong>Os Descendentes</strong>, que saíram como vitoriosos; atuações elogiadíssimas, como Jean Dujardin e Meryl Streep, respectivamente de <strong>O Artista</strong> e <strong>A Dama de Ferro</strong>, que saíram vitoriosas, da mesma forma como George Clooney por <strong>Os Descendentes</strong> e Michelle Willians, <strong>My Week With Marilyn</strong>; e Martin Scorsese saiu como o melhor diretor, o que não também surpreende ninguém.</p>
<p style="text-align:justify;">Entre as principais indicações, nenhum seria uma surpresa. <strong>Millennium &#8211; Os Homens que não Amavam as Mulheres</strong>, versão de Fincher que parece violentar o original <strong>sueco Os Homens que não Amavam as Mulheres</strong>, apareceu apenas por meio Rooney Mara, indicada a melhor atriz, assim como Michael Fassbender e <strong>Shame</strong>, um filme de temática sexual forte e cheio de nudez frontal que teve apenas o seu ator entre os cinco finalistas.</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda assim, foi bom ver o excelente <strong><a href="http://wp.me/pI1vr-FM">As Aventuras de Tintim</a></strong> levar como melhor animação &#8211; mesmo que <strong><a href="http://wp.me/sI1vr-rango">Rango</a></strong> seja mais audacioso. E o ótimo <strong><a href="http://wp.me/pI1vr-za">Meia-Noite em Paris</a></strong> teve o melhor roteiro, o que o coloca ao lado das premiações óbvias que dominaram a noite.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, a grande maioria das obras indicadas ao Globo de Ouro 2012 ainda está para estrear. <del>É esperar para ver, principalmente no Brasil, onde o grande vencedor <strong>O Artista</strong>, por exemplo, que segue como uma das grandes promessas para o Oscar, sequer tem distribuidora</del>. Como muito bem apontaram o leitor Thiago Dantas e a minha amiga Roberta Assef, realmente, a Paris Filmes vai distribuir <strong>O Artista</strong> aqui no Brasil, com previsão de estreia para 10 de fevereiro. Agora é esperar para ver.</p>
<p style="text-align:justify;">Segue abaixo a lista dos vencedores, com links para suas respectivas críticas (e os links serão atualizados conforme os lançamentos no cinema):</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p><strong>Melhor filme dramático</strong></p>
<p>-<strong><span style="text-decoration:underline;">Os Descendentes</span></strong></p>
<p>-Histórias Cruzadas</p>
<p>-A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p>-<strong><a href="http://cinemorfose.wordpress.com/2011/11/07/tudo-pelo-poder/">Tudo pelo Poder</a></strong></p>
<p>-O Homem Que Mudou o Jogo</p>
<p>-<strong><a href="http://wp.me/pI1vr-Ft">Cavalo de Guerra</a></strong></p>
<p><strong>Melhor ator em filme dramático</strong></p>
<p>-<strong><span style="text-decoration:underline;">George Clooney &#8211; Os Descendentes</span></strong></p>
<p>-Leonardo DiCaprio &#8211; J. Edgar</p>
<p>-Michael Fassbender &#8211; Shame</p>
<p>-Ryan Gosling &#8211; <strong><a href="http://cinemorfose.wordpress.com/2011/11/07/tudo-pelo-poder/">Tudo pelo Poder</a></strong></p>
<p>-Brad Pitt &#8211; O Homem Que Mudou o Jogo</p>
<p><strong>Melhor filme de humor ou musical</strong></p>
<p>-<strong><span style="text-decoration:underline;">The Artist</span></strong></p>
<p>-<strong><a href="http://wp.me/pI1vr-Cg">Missão Madrinha de Casamento</a></strong></p>
<p>-My Week With Marilyn</p>
<p>-<strong><a href="http://wp.me/pI1vr-za">Meia-Noite em Paris</a></strong></p>
<p>-50%</p>
<p><strong>Melhor atriz em filme dramático</strong></p>
<p>-<strong><span style="text-decoration:underline;">Meryl Streep &#8211; A Dama de Ferro</span></strong></p>
<p>-Glenn Close &#8211; Albert Nobbs</p>
<p>-Viola Davis &#8211; Histórias Cruzadas</p>
<p>-Rooney Mara &#8211; Millennium &#8211; Os Homens que não Amavam as Mulheres</p>
<p>-Tilda Swinton &#8211; Precisamos Falar Sobre o Kevin</p>
<p><strong>Melhor ator em filme de humor ou musical</strong></p>
<p><strong>-<span style="text-decoration:underline;"> Jean Dujardin &#8211; The Artist</span></strong></p>
<p>-Brendan Gleeson &#8211; O Guarda</p>
<p>-Joseph Gordon-Levitt &#8211; 50%</p>
<p>-Ryan Gosling &#8211; <strong><a href="http://wp.me/pI1vr-AW">Amor a Toda Prova</a></strong></p>
<p>-Owen Wilson &#8211; <strong><a href="http://wp.me/pI1vr-za">Meia-Noite em Paris</a></strong></p>
<p><strong>Melhor diretor</strong></p>
<p>-<strong><span style="text-decoration:underline;">Martin Scorsese &#8211; A Invenção de Hugo Cabret</span></strong></p>
<p>-Woody Allen &#8211; <strong><a href="http://wp.me/pI1vr-za">Meia-Noite em Paris</a></strong></p>
<p>-George Clooney &#8211; <strong><a href="http://cinemorfose.wordpress.com/2011/11/07/tudo-pelo-poder/">Tudo pelo Poder</a></strong></p>
<p>-Alexander Payne &#8211; Os Descendentes</p>
<p>-Michel Hazanavicius &#8211; The Artist</p>
<p><strong>Melhor atriz coadjuvante</strong></p>
<p>-<strong><span style="text-decoration:underline;">Octavia Spencer &#8211; Histórias Cruzadas</span></strong></p>
<p>-Bérénice Bejo &#8211; The Artist</p>
<p>-Jessica Chastain &#8211; Histórias Cruzadas</p>
<p>-Janet McTeer &#8211; Albert Nobbs</p>
<p>-Shailene Woodley &#8211; Os Descendentes</p>
<p><strong>Melhor filme em língua estrangeira</strong></p>
<p>-<strong><span style="text-decoration:underline;">A Separação (Irã)</span></strong></p>
<p>-<strong><a href="http://cinemorfose.wordpress.com/2011/12/10/a-pele-que-habito/">A Pele que Habito</a></strong> (Espanha)</p>
<p>-O Garoto da Bicicleta (Bélgica)</p>
<p>-In the Land of Blood and Honey (EUA)</p>
<p>-The Flowers of War (China)</p>
<p><strong>Melhor roteiro</strong></p>
<p><strong>-<span style="text-decoration:underline;">Woody Allen &#8211; <a href="http://wp.me/pI1vr-za">Meia-Noite em Paris</a></span></strong></p>
<p>-George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon &#8211; <strong><a href="http://cinemorfose.wordpress.com/2011/11/07/tudo-pelo-poder/">Tudo pelo Poder</a></strong></p>
<p>-Michel Hazavanicious &#8211; The Artist</p>
<p>-Jim Rash, Nat Faxon, Alexander Payne &#8211; Os Descendentes</p>
<p>-Aaron Sorkin, Steve Zaillian &#8211; O Homem Que Mudou o Jogo</p>
<p><strong>Melhor longa animado</strong></p>
<p><strong>-<span style="text-decoration:underline;"><a href="http://wp.me/pI1vr-FM">As Aventuras de Tintim &#8211; O Segredo do Licorne</a></span></strong></p>
<p>-Operação Presente</p>
<p>-Carros 2</p>
<p>-Gato de Botas</p>
<p>-<strong><a href="http://wp.me/sI1vr-rango">Rango</a></strong></p>
<p><strong>Melhor atriz em filme de humor ou musical</strong></p>
<p><strong>-<span style="text-decoration:underline;">Michelle Williams &#8211; My Week With Marilyn</span></strong></p>
<p>-Jodie Foster &#8211; Carnage</p>
<p>-Charlize Theron &#8211; Jovens Adultos</p>
<p>-Kristen Wiig &#8211; <strong><a href="http://wp.me/pI1vr-Cg">Missão Madrinha de Casamento</a></strong></p>
<p>-Kate Winslet &#8211; Carnage</p>
<p><strong>Melhor canção original</strong></p>
<p>-<strong><span style="text-decoration:underline;">&#8220;Masterpiece&#8221; &#8211; W.E.</span></strong></p>
<p><strong></strong>-&#8221;Hello Hello&#8221; &#8211; Gnomeu &amp; Julieta</p>
<p>-&#8221;Lay Your Head Down&#8221; &#8211; Albert Nobbs</p>
<p>-&#8221;The Living Proof&#8221; &#8211; Histórias Cruzadas</p>
<p>-&#8221;The Keeper&#8221; &#8211; Redenção</p>
<p><strong>Melhor trilha sonora original</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">-Ludovic Bource &#8211; The Artist</span></strong></p>
<p>-Abel Korzeniowski &#8211; W.E.</p>
<p>-Trent Reznor e Atticus Ross &#8211; Millennium &#8211; Os Homens que não Amavam as Mulheres</p>
<p>-Howard Shore &#8211; A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p>-John Williams &#8211; <strong><a href="http://wp.me/pI1vr-Ft">Cavalo de Guerra</a></strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong>Melhor ator coadjuvante</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">-Christopher Plummer &#8211; Toda Forma de Amor</span></strong></p>
<p>-Kenneth Branagh &#8211; My Week With Marilyn</p>
<p>-Albert Brooks &#8211; Drive</p>
<p>-Jonah Hill &#8211; O Homem Que Mudou o Jogo</p>
<p>-Viggo Mortensen &#8211; Um Método Perigoso</p>
<p><strong>E-mail:</strong> <strong><a href="mailto:alexandre.carlomagno@yahoo.com.br">alexandre.carlomagno@yahoo.com.br</a></strong></p>
<p><strong>Twitter:</strong> <strong><a href="https://twitter.com/alexyubari">@alexyubari</a></strong></p>
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			<media:title type="html">Globo de Ouro</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>As Aventuras de Tintim</title>
		<link>http://cinemorfose.wordpress.com/2012/01/15/as-aventuras-de-tintin/</link>
		<comments>http://cinemorfose.wordpress.com/2012/01/15/as-aventuras-de-tintin/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 14:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Carlomagno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[steven spielberg]]></category>

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		<description><![CDATA[O restabelecimento moral de um diretor Assim como em Super 8, outro longa-metragem com propósitos nostálgicos não por acaso produzido por Steven Spielberg, o logo dos anos 80 da Amblin Entertainment antecede os créditos iniciais de As Aventuras de Tintim e, juntamente com a animação 2D dos letreiros (no mesmo esquema de Prenda-me Se For [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2590&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><em>O restabelecimento moral de um diretor</em></strong></p>
<p><a href="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/tintin-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2591" title="Tintin.1" src="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/tintin-1.jpg?w=468&#038;h=199" alt="" width="468" height="199" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Assim como em <a href="http://wp.me/pI1vr-Ac"><strong>Super 8</strong></a>, outro longa-metragem com propósitos nostálgicos não por acaso produzido por Steven Spielberg, o logo dos anos 80 da Amblin Entertainment antecede os créditos iniciais de <strong>As Aventuras de Tintim</strong> e, juntamente com a animação 2D dos letreiros (no mesmo esquema de <strong>Prenda-me Se For Capaz</strong>, 2002) seguida do mundo digital que nos é apresentado, surge uma dicotomia: a óbvia intenção de nos levar ao passado é carregada pela tecnologia mais afiada de animação computadorizada. Por mais que o filme traga todos os elementos clássicos de uma boa aventura e consiga – maravilhosamente bem &#8211; nos transportar a ela, em momento algum deixamos de contemplar o esmero digital conquistado.</p>
<p style="text-align:justify;">E o principal aspecto a ser notado são as expressões. Os personagens vistos ao longo do filme não apenas ficam bravos, desconfiam, temem ou se animam, como nós percebemos isso por meios dos seus rostos, principalmente de seus olhares. Nisso, o filme dirigido por Spielberg e produzido por Peter Jackson já merece aplausos: eles quebram de vez a barreira dramática da inexpressividade dos olhares em personagens digitais – e não é a toa que Spielberg, na confiança do que está concebendo, muitas vezes aproxima a câmera nos rostos sem medo algum de sair constrangido.</p>
<p style="text-align:justify;">Indo além na sua forma computadorizada, <strong>As Aventuras de Tintim</strong> comporta uma estrutura narrativa e uma trama que voltam no tempo de uma maneira deliciosamente despretensiosa. O personagem-título, criado por Hergé, se vê em meio a uma situação misteriosa por acaso. Ele não sabe o que está acontecendo, e muito menos o espectador, assim vamos desvendando os mistérios juntamente com seu raciocínio perspicaz. Essa é uma característica primordial em filmes da estirpe. Fora a trama, que envolve grandes riquezas, indivíduos com passados significativos e um desfecho que só acontece de fato nos minutos final. Todos os ingredientes que fazem jus à palavra que antecede o nome do protagonista no título.</p>
<p style="text-align:justify;">Spielberg já havia feito isso de forma esplendorosa com Indiana Jones e volta a repetir o feito. Aliás, é justo dizer que este <strong>As Aventuras de Tintim</strong> é tudo o que <strong>Indiana Jones e O Reino das Caveiras de Cristal </strong>(2008), de longe o pior da franquia, gostaria de ser, mas não é: enquanto este segundo peca no uso excessivo de efeitos especiais, afastando-o assim de qualquer lembrança com o cinema dos anos 40 (década reverenciada na saga), aqui esses mesmos efeitos tomam para si cada borda da tela e criam uma espécie de pintura pós-moderna que sempre nos remete aos filmes de grandes aventuras.</p>
<p style="text-align:justify;">E é bom ver que o mesmo Spielberg moralista que apagou as armas na edição em DVD restaurada de <strong>E.T. – O Extraterrestre</strong> (1982) agora não se preocupa em colocar um jovem personagem para atirar ou mesmo mostrar sangue – mesmo que pouco – em uma aventura certamente indicada para toda a família. Por isso, <strong>As Aventuras de Tintim</strong> não apenas é um excelente representante dos filmes-nostálgicos, como é ele que veio restabelecer a moral de um diretor responsável por grandes clássicos infantis feitos também para o paladar dos adultos.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>The Adventures of Tintim</em> – Steven Spielberg – 2011 – 107 min. – <span style="color:#0000ff;"><strong>4/5</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>E-mail:</strong> <strong><a href="mailto:alexandre.carlomagno@yahoo.com.br">alexandre.carlomagno@yahoo.com.br</a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Twitter:</strong> <strong><a href="https://twitter.com/alexyubari">@alexyubari</a></strong></p>
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			<media:title type="html">Tintin.1</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</title>
		<link>http://cinemorfose.wordpress.com/2012/01/15/sherlock-holmes-o-jogo-de-sombras/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 13:52:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Carlomagno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[jack sparrow]]></category>
		<category><![CDATA[robert downey]]></category>
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		<description><![CDATA[Muito barulho por nada Ninguém se importa com o Sherlock Holmes. A proposta no filme de 2009, que se repete aqui, de reinventar o clássico detetive das páginas escritas por Sir Arthur Conan Doyle no cinema se deve unicamente pela boa fase que vive o ator Robert Downey Jr. E é com ele que a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2586&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><em>Muito barulho por nada</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/sherlock-holmes-2-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2587" title="Sherlock Holmes 2.1" src="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/sherlock-holmes-2-1.jpg?w=468&#038;h=199" alt="" width="468" height="199" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Ninguém se importa com o Sherlock Holmes. A proposta no <a href="http://wp.me/pI1vr-3A"><strong>filme de 2009</strong></a>, que se repete aqui, de reinventar o clássico detetive das páginas escritas por Sir Arthur Conan Doyle no cinema se deve unicamente pela boa fase que vive o ator Robert Downey Jr. E é com ele que a plateia se importa. Aliás, se interessa, pois todos esperam a aparição do ator com seus trejeitos e feições engraçadinhas. Dramaticamente falando, o destino do personagem pouco importa: se ele está em uma situação de perigo, é pela possibilidade de não vê-lo atuar no filme que o temor surge &#8211; temor brando este, já que eles nunca matarão algo que vale milhões de ingressos.</p>
<p style="text-align:justify;">E o mesmo vale para o Dr. John Watson de Jude Law, um coadjuvante que vem para estabelecer a química entre os dois. Esse é outro aspecto que vale à plateia: a química entre os atores &#8211; na verdade, em tom dicotômico: é o Downey Jr, o ator, que se faz aparecer pelas ações do inocente Watson, o personagem, pois Law está longe de gozar da mesma popularidade do seu companheiro de cena. Sendo assim, enquanto franquia, <strong>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</strong> vem apenas para confirmar seu entretenimento nocivo: o protagonista não morre, apesar de correr perigo – o que automaticamente anula qualquer aflição do espectador -, caso contrário a continuidade do lucro é interrompida &#8211; mesma coisa com <strong>Piratas do Caribe</strong> e o seu Jack Sparrow de Johnny Depp, por exemplo.</p>
<p style="text-align:justify;">Dito isso, o que nos resta é a diversão. Um longa da estirpe, com orçamento pomposo pode e deve nos proporcionar duas horas (no caso, 129 minutos) do melhor aproveitamento dos recursos que lhe são dispostos. Mas não é o caso, infelizmente.</p>
<p style="text-align:justify;">A trilha sonora de Hans Zimmer é ótima, impactante na medida certa, sem ser excessivamente intrusiva, mas ela embala sequências de ação (principalmente aquelas que envolvem combate corpo a corpo) mal filmadas. Quando está em uma luta, dificilmente conseguimos compreender o trajeto dos golpes de Sherlock Holmes ou mesmo dos seus adversários &#8211; seja em uma sequência pequena, como a do beco, logo no início, ou em uma de proporções maiores, como o primeiro encontro do protagonista com a cigana, em uma enorme luta que dá volta por uma casa de diversão. A câmera inquieta do diretor Guy Ritchie não anda em harmonia com a fotografia escura de Philippe Rousselot.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto ao roteiro, sabemos que alguém está em perigo e que o duo de protagonistas está envolvido, seja armados com um revólver ou uma piada. A presença de Mycroft Holmes (Stephen Fry) não representa importância alguma à trama senão a curiosidade de sabermos que Holmes possui um irmão. A cigana Simza (Noomi Rapace) é a típica mulher misteriosa linda que vem de um grupo de pessoas feias, horrorosas (os ciganos estereotipados), e em muitas vezes parece mais um estorvo. Por inserir ela na trama, os roteiristas inserem também alguma coisa relacionada ao irmão dela que na maior parte do filme sequer conseguimos absorver o que isso indicado de fato.</p>
<p style="text-align:justify;">Em um ritmo absurdamente frenético, <strong>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</strong> (reparem como a palavra “jogo” é repetida inúmeras vezes no primeiro ato, em uma referência irritantemente óbvia dos roteiristas ao título) engata no máximo e segue até o final: no ímpeto máximo de abraçar o maior número de possibilidades &#8211; ação, suspense, drama, comédia, romance, tudo picado e distribuído em parcelas ao longo da projeção. Não transcorre normalmente, tanto que sua abundância chega a causar fadiga.</p>
<p style="text-align:justify;">Personagem e filme, no final das contas, ambos seguem na mesma proposta: pouco importa o que acontece com eles, pois a intenção de seus realizadores são outras.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Sherlock Holmes: A Game of Shadows</em> – Guy Ritchie – 2011 – 129 min. – <span style="color:#0000ff;"><strong>1/5</strong></span></p>
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			<media:title type="html">alexyubari</media:title>
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			<media:title type="html">Sherlock Holmes 2.1</media:title>
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		<title>As Aventuras de Agamenon &#8211; O Repórter</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 00:57:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Carlomagno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[agamenon]]></category>
		<category><![CDATA[fernanda montenegro]]></category>
		<category><![CDATA[suzana vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[O cinema enquanto televisão dessintonizada “Ele foi a maior brochada da minha vida. Mas, ainda assim, foi o máximo&#8230; Aliás, o mínimo, não?”, diz Suzana Vieira, apontando o polegar e o indicador em referência ao pênis do personagem. “Minha relação com ele é de amor e ódio. 99,9% ódio e o resto é amor”, diz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemorfose.wordpress.com&amp;blog=10492225&amp;post=2579&amp;subd=cinemorfose&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><em>O cinema enquanto televisão dessintonizada</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/agamenon-01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2580" title="Agamenon.01" src="http://cinemorfose.files.wordpress.com/2012/01/agamenon-01.jpg?w=468&#038;h=199" alt="" width="468" height="199" /></a>“Ele foi a maior brochada da minha vida. Mas, ainda assim, foi o máximo&#8230; Aliás, o mínimo, não?”, diz Suzana Vieira, apontando o polegar e o indicador em referência ao pênis do personagem. “Minha relação com ele é de amor e ódio. 99,9% ódio e o resto é amor”, diz Pedro Bial. “Na verdade, Agamenon nasceu no jardim Miserê” – seguido de imagens de um lugar extremamente pobre &#8211; e “Sua mulher fez a campanha ‘DOE A BUNDA’, que conseguiu arrecadar muitos ‘fundos’ aos companheiros”, diz Fernanda Montenegro, a narradora. “Hoje, eu não que ir para o ‘front’, quero entrar no ‘bunker’”, fala o protagonista à sua amante, na época em que era soldado, enquanto a agarra por trás.</p>
<p style="text-align:justify;">Cansou de ler essas piadas óbvias e de péssimo gosto? Pois <strong>As Aventuras de Agamenon – O Repórter</strong>, filme baseado em um personagem fictício criado por Hubert e Marcelo Madureira (ex-Casseta e Planeta) há duas décadas para o jornal O Globo, está recheado com elas, do início ao fim. Inclusive, não se contentando com o humor rasteiro e pobre que já vinham desenhando na televisão, eles ainda repetem algumas delas – caso de quando os tripulantes do Titanic “ouvem Bob Marley, mesmo ele não existindo na época” e, quando ao lado de Getúlio Vargas, este pede participação nos lucros da Petrobras e obtém a resposta: “Mas ela nem existe ainda!” E isso em curtos 74 minutos de projeção.</p>
<p style="text-align:justify;">Acontece que o filme dirigido por Victor Lopes é mais um típico caso de trabalho de televisão camuflado de cinema. Tudo, do roteiro à produção, remete a programas televisivos – especificamente o falecido Casseta e Planeta. Os enquadramentos são extremamente fechados nos rostos dos atores, algo típico da TV, para caber na tela bem menor, e só abrem quando há mais “palhaçada” para mostrar, como no caso da sequência musical no navio. E se a fotografia sequer se faz notar, infelizmente o mesmo não pode ser dito do elenco, em especial os “ex-cassetas”, que propagam suas falas em alto tom, com uma cadência forçada, como se mais alto significasse mais graça.</p>
<p style="text-align:justify;">E ainda que alguns efeitos especiais funcionem, principalmente quando o protagonista (jovem, vivido por Marcelo Adnet, adulto, por Hubert) está ao lado de figuras como Albert Einstein, Adolph Hitler e Osama Bin Laden, tudo não passa de um enorme desperdício – em um desses encontros, a já batida e completamente sem graça piada envolvendo flatulência dá as caras. O longa não tem ligamento. São varias quadros humorísticos ligados por um fio quebradiço de narrativa. Localizar o personagem no tempo e espaço da história é tarefa árdua, muitas vezes impossível – lembrando: são apenas 74 minutos de filme, o que torna toda essa lástima o único grande feito dos realizadores.</p>
<p style="text-align:justify;">Na tentativa de ser um documentário falso nos moldes de <strong>Zelig</strong> (1983) ou <strong>Borat</strong> (2006) com uma mistura de <strong>Forrest Gump</strong> (1994), já que o personagem-título percorre diversos momentos históricos, <strong>As Aventuras de Agamenon – O Repórter</strong> é um tremendo desastre indigesto. Um pequeno filme que surte no espectador o exercício de enorme paciência para que o fim logo chegue.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>As Aventuras de Agamenon – O Repórter</em> – Victor Lopes – 2011 – 74 min. – <span style="color:#0000ff;"><strong>1/5</strong></span></p>
<p><strong>E-mail:</strong> <strong><a href="mailto:alexandre.carlomagno@yahoo.com.br">alexandre.carlomagno@yahoo.com.br</a></strong></p>
<p><strong>Twitter:</strong> <strong><a href="https://twitter.com/alexyubari">@alexyubari</a></strong></p>
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